domingo, 8 de abril de 2012

VARDARAT, GHIBLI, ZÉFIRO, LEVECHE, ETESII, KHANSIN

Diz o poeta que só de ouvir passar o vento valeu a pena ter vivido. 
Ontem o vento soprava forte e escuro, e mudava constantemente de direção. 
As folhas das árvores agitadas gritavam estranhas palavras, 
e era o próprio vento quem lhes as soprava nos ouvidos verdes.

Em todos os tempos e em todos os lugares os homens deram nomes aos ventos,
como a tudo. Dar nome é uma maneira de adquirir algum poder 
sobre a coisa nomeada, nas mais das vezes porque tudo se nos escapa, 
tudo é estranho e indizível, tudo é o não sei o que.

Os ventos que sopram sobre as ruínas de antigas cidades; 
os ventos que sopram sobre as lavouras, sobre os pastos; 
os ventos que sopram do mar; os gélidos e duros ventos do norte; 
Nós que somos apenas um sopro e o pó levantado, como diz a antiga sabedoria.

O nome do vento, para que ele nos ouça, o nome do vento 
para que seja nosso irmão; o nome; com que nome me chamaria o vento? 
eu que não me posso mover além dessa fragilidade;  
eu que fraquejo no deserto, enquanto o vento quente e poderoso me arrasta.